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Segundo pesquisa realizada por uma Ong, os afogamentos são uma das principais causas de mortes acidentais de menores de 15 anos, perdendo apenas para os acidentes de trânsito
Esse mês, um menino de quatro anos morreu afogado na piscina em que o pai trabalha como caseiro, em Itaipuaçu, Maricá. Acidentes como esse são comuns no verão. De acordo com pesquisa da Ong Criança Segura, o afogamento é uma das principais causas de mortes acidentais de menores de 15 anos e só perde para os acidentes de trânsito. Último levantamento do Ministério da Saúde, de 2010, aponta que mais de 5,4 mil pessoas morreram afogadas.
Muitos desses acidentes podem ser evitados. Em piscinas públicas (de clubes e condomínios) há normas a seguir. “No caso das piscinas residenciais, o proprietário deve pedir na unidade mais próxima do Corpo de Bombeiros um certificado de registro”, explica o tenente-coronel Marcelo Pinheiro, comandante do 3ºGmar (Copacabana).
O empresário Luiz Motta, de 48 anos, da Vitória Piscinas (www.vitoriapiscinas.com.br), trabalha no ramo de piscinas há 20, dá três opções para quem pretende investir em segurança: capa protetora, gradeamento e alarme.
“A capa é feita de vinil e sustenta uma pessoa de até 80 quilos deitada. Na borda, são instalados grampos que esticam as laterais da lona e impedem que a criança entre na piscina. A capa protetora tem custo de aproximadamente R$ 20 por metro quadrado mais uma taxa de instalação, que varia de R$ 100 a R$ 120”, informa.
O alarme pode ser encontrado na internet por preços que variam de R$ 100 a R$ 500, dependendo dos modelos e da marcas.
Tranquilidade - Algumas companhias de seguros oferecem um serviço de check-up residencial para os moradores do Rio e de São Paulo. O serviço consiste em uma visita profissional, em que é feita inspeção de segurança na residência, para apontar os locais e as condições de risco e assinalar as adaptações a serem feitas em cada cômodo.
Cuidados - O tenente-coronel Marcelo Pinheiro explica que, no caso de afogamento, se a vítima esteja consciente e apresentando apenas tosse, sem espuma na boca e/ou no nariz, o ideal é tranquilizá-la, aquecer seu corpo e repouso.
"Se estiver inconsciente, ou tiver havido aspiração de água, representada por espuma na boca e/ou no nariz, o caso é grave. Deve-se ligar imediatamente para o Corpo de Bombeiros. O procedimento de levar a vítima direto para o hospital, sem adotar os procedimentos de ventilação, em casos de parada respiratória e de reanimação cardiopulmonar, em casos de parada cardíaca, pode levar a vítima à morte. O ideal é adotar todos os procedimentos de primeiros socorros no local do afogamento e aguardar a ambulância do Corpo de Bombeiros", afirma.
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